Como lidar com o luto pela morte de uma pessoa próxima

Como lidar com o luto pela morte de uma pessoa próxima

Como lidar com o luto pela morte de uma pessoa próxima?

A forma de lidar com a perda varia de pessoa para pessoa e precisa ser respeitada e compreendida
É comum as pessoas se referirem ao luto como uma situação que precisa ser resolvida, deixada para trás e normalmente com tempo breve. Isso acontece devido à falta de compreensão que se possui sobre o tema e sobre a pessoa envolvida no luto. E esta falta de compreensão tende a ser uma geradora da falta de tolerância, que tende a prejudicar diretamente a superação ou a readequação da vida da pessoa. A não habilidade, ou a falta de manejo com o assunto morte e luto, acaba sendo, na maioria das vezes, a maior causa de sofrimento, pois a pessoa enlutada acaba sendo pressionada pelo meio, às vezes por ela mesma, a sair desta situação o mais breve possível, assumindo atitudes e movimentos contrários ao que se sente e vive naquele momento.
Existem dores e sofrimentos de perdas mais ou menos intensos. E quanto mais próximo afetivamente formos da pessoa que morreu, maior o luto. Assim, quando falamos de lutos mais sofridos ou mais longos, normalmente falamos de perdas de filhos, pais e cônjuges. Pessoas estas que normalmente ocupam lugar de base (passada ou futura) em nossa vida e por isso a sensação de desnorteamento é intensa. A tristeza faz parte dos sentimentos que compõem o luto e tende a trazer consigo o choro, o desanimo, sensação de dor. Alguns pacientes comparam com uma sensação de dormência, do corpo, dos movimentos, das sensações e até dos pensamentos.

Reações ao luto
Não há atitude padrão para estar de luto. Algumas pessoas se calam, se fecham em seus mundos, se afastam, enquanto outras se tornam ativas, querem falar, chorar abertamente, estar acompanhadas. Não devemos nos prender ou avaliar uma reação, por si só, afinal cada ser humano tem o direito de sentir e vivenciar em sua particularidade. Podemos notar que independente a reação, ambos os casos possuem em comum a necessidade de ter sua dor de perda acolhida e respeitada.
Os primeiros dias tendem a ser terríveis, sendo mais comum os choros descontrolados, atitudes agressivas ou intensas, falta de apetite e de sono… Com o passar do tempo, (e este tempo é particular para cada ser humano), estas reações tendem a ganhar uma estabilidade, não falo ainda em desaparecer, mas sim devem ocorrer de forma mais organizada. E assim a tendência é que o luto se encaixe na vida da pessoa e fique presente por algum tempo, podendo ser meses ou anos, oscilando as intensidades e as formas de expressões.
Geralmente, só devemos nos alertar para uma preocupação, quando o quadro de luto gerar sintomas que sugerem exagero no sofrimento e prejuízo na vida como: abandonar emprego, escola, namoro ou casamento, não conseguir se preocupar com seus filhos ou com suas contas, emagrecer ou engordar significativamente, assim como reações sintomáticas frequentes e intensas, como desmaios, taquicardias, dores diversas.

O sinal do exagero e da intensidade desestruturada sugere o não saudável e portanto é merecedora de atenção e talvez de acompanhamento psicológico. E o acompanhamento de um profissional pode ser muito bem vindo, por propiciar a pessoa uma possibilidade de reconhecer seus sintomas de sofrimento, de entender suas reações e para expressar sua dor e assim ir aliviando sua angustia.
Uma angustia não negada e bem acolhida tende a gerar a possibilidade de se refazer na vida, com a pessoa saindo mais fortalecida para continuar sua história.

Como agir diante de um enlutado?
Vale um alerta para aquelas pessoas que costumam dizer, e normalmente por não saberem o que dizer nestas situações de perdas, as seguintes frases: ?Não chore, não sofra, ele(a) não quer te ver triste?… Sabemos ou imaginamos que na maioria dos casos estas falas possuem boas intenções, é realmente muito difícil ver alguém sofrer e não poder gerar este alívio. Mas chamo aqui a atenção para que compreendam que estes dizeres sugerem um grande disfarce ou até mesmo uma proposta de negação do luto, logo da perda. E neste momento delicado e fragilizado isto é tudo que não deve acontecer. Pois o fim já está instalado e ele dói.
O luto não é algo ruim, na verdade ele é necessário. É uma etapa que precisamos encarar, compreender, vivenciar para continuarmos vivendo de forma equilibrada e saudável. Assim nestas situações talvez tudo que nos caiba seja de fato um bom abraço, uma oferta de colo, de ajuda com questões burocráticas ou mesmo a nossa presença ao lado. Mostrando que a tristeza atinge a todos, mas que estão ali unidos para chorarem e se ajudarem nesta fase difícil de vida.
O luto varia de acordo com o contexto da morte?
Culturalmente tendemos a acreditar que certas mortes são melhores ou piores que outras. Por exemplo, as mortes de crianças são praticamente inaceitáveis, assim como de adolescentes, jovens adultos, das mães e cônjuges. Estas perdas costumam gerar muita tristeza e reações intensas e normalmente são as que mais precisam de tempo e de ajuda.
As mortes inesperadas, como as geradas por acidentes, também costumam desestruturar uma pessoa ou até mesmo uma família, pois a tristeza vem acompanhada de raiva, revoltas, questionamentos e fantasias de respostas que acalentem ou que justifique esta interrupção e intromissão nos projetos de vida.
Já os quadros de doenças, em geral os quadros terminais costumam trabalhar, muitas vezes inconscientemente, a preparação da perda e assim é muito comum vivenciarem o luto ainda enquanto o paciente está vivo. Logo quando a morte ocorre, apesar da tristeza é muito comum que o pior momento de dor já tenha sido vivenciado anteriormente durante o tratamento. Talvez porque a pessoa ou a família enlutada tenham tido tempo para lembrar que a morte existe e faz parte da vida e que é preciso haver espaço para lidar com ela. Normalmente os familiares, assim como os doentes, buscam se redimir de suas ofensas e falhas, tentam realizar sonhos e desejos e criam assim um espaço de despedida, aliviando a culpa e fantasiando uma permissão para a morte se aproximar.
O que podemos dizer, é que todas estas situações são verdades, mesmo que mais ou menos intensas. Não acham? E estas verdades merecem a chance de serem entendidas como únicas e respeitadas em seu tempo e forma de expressão, independente padrões de diagnósticos. Talvez não haja melhor remédio que um olhar sincero de outra pessoa sugerindo compreensão e parceria, enquanto se encara a dor a da realidade.

FONTE – Minha vida – Raquel Baldo – CRP 79518/SP

10 SINAIS DE QUE VOCÊ NÃO ESTÁ FELIZ

10 SINAIS DE QUE VOCÊ NÃO ESTÁ FELIZ

Dez sinais de que você não está feliz

“Alguma coisa não anda bem” e talvez você não saiba do que se trata. Em algum momento de nossas vidas, todos perdemos um pouco o rumo, o sentido do porquê estamos aqui, o endereço, a identidade, a conexão genuína ou o propósito da vida. Isso pode ocorrer devido a muitas razões, desde um trabalho do qual não gostamos até os modelos que a sociedade nos impõe.

A alma, os sentimentos mais nobres ou a consciência podem estar passando por um momento difícil que você não tenha notado neste turbilhão da vida. Nem sempre é fácil se reconectar a você mesmo, respeitar a essência que nos faz diferente do resto, perder a característica que, até um tempo atrás,nos definia.

A maioria de nós não percebe que o nosso eu interior “se desligou”, e acabamos nos tornando estruturas semelhantes ao resto, moldados como quer o sistema, sem identidade ou personalidade. Isso pode tornar a vida sem sentido e, acima de tudo, impedir que consigamos nos mover em direção ao que queremos (ou queríamos).

Infelizmente ou felizmente, todos nós pertencemos a esta cultura atual e, portanto, estamos expostos a esta desumanização. Pode ser que a recuperemos imediatamente, ou que precisemos de tempo para fazê-lo. É uma espécie de epidemia ou pandemia que nos cega, nos fecha as portas para sermos felizes e desfrutarmos a plenitude da vida cotidiana. Quando você tiver voltado a si, verá o que antes lhe era familiar de uma maneira diferente e, acima de tudo, aumentará a sua alegria com tudo que você tem.

Quais são os indícios de que você não está feliz?

Não significa que você vai experimentar todos juntos; sentir alguns com frequência já é suficiente. Estes sinais ou indícios são os que determinam que há uma falta de conexão com nós mesmos e com a beleza da vida e da natureza. É necessário mudar alguns hábitos, pensamentos e sentimentos para voltar às origens, pisar na terra descalço, não se importar com o que nos dizem na TV ou nos jornais. Seja sempre você mesmo.

1 – Você sente que as outras pessoas são muito melhores do que você: pode ser no trabalho, na sua família ou na faculdade. Não acha que você é tão bom quanto eles em vários aspectos ou mesmo em todos os casos.

2 – Anseia “estar em serviço”: ou seja, você quer entrar em ação, fazer algo diferente, servir para alguma coisa, mas não tem a menor ideia sobre como você pode contribuir para a sua cidade, seu país e por que isso é importante.

3 – Luta para alcançar a perfeição: que obviamente é impossível de alcançar, pois está cada vez mais distante. Sua meta pode ser, por exemplo, ter o corpo como as atrizes da televisão, conseguir o emprego que tem o seu irmão, conquistar um salário como o do seu amigo, ter uma casa parecida com a das revistas de decoração, e a lista continua…

4 – Seus medos o impedem de viver “bem”: pode ser que você tenha medo de criar a sua empresa, de apresentar a sua iniciativa, de dar o grande salto e conversar com seu chefe para que lhe dê um aumento, ou com a garota que você ama tanto. Você tem mais medo do que poderia acabar perdendo do que alegria pelo que poderia ganhar.

5 – Está sempre preocupado: você não é inteligente ou bom o suficiente, você não está exatamente magro ou jovem, não sabe o que vai acontecer com a economia, o que vai acontecer se perder o emprego, o que poderia acontecer se for viajar, etc.

6 – Você se sente uma vítima das circunstâncias e tudo está fora de seu controle. Esta postura, que poderia ser chamada de “confortável”, não lhe permite avançar ou moldar o seu próprio destino.

7 – Acha que sua vida cotidiana não tem sentido: a rotina lhe prejudica profundamente, você odeia fazer sempre o mesmo, odeia o caminho que você faz todos os dias para ir trabalhar, comer na casa de seus sogros aos domingos, nos sábados ir ao mercado, etc. Comece por mudar algo dessa “agenda” auto-imposta e dedique-se a desfrutar algo diferente.

8 – Você é pessimista: ou não tem esperança em nada. Por que vou me esforçar, se a economia é um desastre? Para que vou estudar se os graduados não conseguem bons empregos? De que me serve sempre chegar cedo? Estas podem ser algumas das suas frases de cabeceira.

9 –Tenta encaixar e pertencer: pode ser ao grupo de colegas do trabalho ou da faculdade que não “combinam” com as suas preferências ou seus gostos, mas mesmo assim você se esforça para estar ali entre eles. Você vai começar a ouvir uma música da qual você não gosta, vestir-se como não quer (ou não pode pagar) ir a lugares dos quais você não gosta… como resultado, acabará sendo alguém muito diferente de quem você era.

10- Sofre com uma grande variedade de sintomas físicos: pode ser fadiga, dores musculares ou articulares, insônia, perda de apetite, acne excessiva, sono, dor de cabeça, falta de energia ou de vontade de fazer algo, sintomas gastrointestinais, etc. O corpo de alguma forma tem que “expor” o que acontece. Preste atenção a estes sinais.Procure um profissional para lhe ajudar.

Por – Juliana Veschukein Ballu – Psicoterapeuta

ARROGÂNCIA…..

ARROGÂNCIA…..

“Adorei o seu sapato”, disse uma amiga para mim certa vez.

“Legal, né? Eu comprei em uma feira de artesanato na Colômbia, achei super legal também”, eu respondi, de fato empolgada porque eu também adorava o sapato. Foi o suficiente para causar reticências  quase visíveis nela e no namorado e, se não fosse chato demais, eles teriam dado uma risadinha e rolariam os olhos um para o outro, como quem diz “que metida”. Mas para meia-entendedora que sou, o “ah…” que ela respondeu bastou.

Incrível é que posso afirmar com toda convicção que, se tivesse comprado aquele sapato em um camelô da 25 de março, eu responderia com a mesma empolgação “Legal, né? Achei lá na 25!”. Só que aí sim eu teria uma reação positiva, porque comprar na 25 “pode”.

Experiências como essa fazem com que eu mantenha minhas viagens em 13 países, minha fluência em francês e meus conhecimentos sobre temas do meu interesse (linguística, mitologia, gastronomia etc) praticamente para mim mesma e, em doses homeopáticas, comente entre meu restrito círculo familiar e de amigos (aquele que a gente conta nos dedos das mãos).

Essa censura intelectual me deixa irritada. Isso porque a mediocridade faz com que muitos torçam o nariz para tudo aquilo que não conhecem, mas que socialmente é considerado algo de um nível de cultura e poder aquisitivo superior. E assim você vira um arrogante. Te repudiam pelo simples fato de você mencionar algo que tem uma tarja invisível de “coisa de gente fresca”.

Não importa que ele pague R$ 30 mil em um carro zero, enquanto você dirige um carro de mais 15 anos e viaja durante um mês a cada dois anos para o exterior gastando R$ 5 mil (dinheiro que você, que não quer um carro zero, juntou com o seu trabalho enquanto ele pagava parcelas de mil reais ao mês). Não importa que você conheça uma palavra em outra língua que expressa muito melhor o que você quer falar. Você não pode mencioná-la de jeito nenhum! Mas ele escreve errado o português, troca “c” por “ç”, “s” por “z” e tudo bem.

Não pode falar que não gosta de novela ou de Big Brother, senão você é chato. Não pode fazer referência a livro nenhum, ou falar que foi em um concerto de música clássica, ou você é esnobe. Não ouso sequer mencionar meus amigos estrangeiros, correndo o risco de apedrejamento.

Pagar R$200 em uma aula de francês não pode. Mas pagar mais em uma academia, sem problemas. Se eu como aspargos e queijo brie, sou “chique”. Mas se gasto os mesmos R$ 20 (que compra os dois ingredientes citados) em um lanche do Mc Donald’s, aí tudo bem. Se desembolso R$100 em uma roupa ou acessório que gosto muito, sou uma riquinha consumista. Mas gastar R$100 no salão de cabeleireiro do bairro pra ter alguém refazendo sua chapinha é considerado normal. Gastar de R$30 a R$50 em vinho (seco, ainda por cima) é um absurdo. Mas R$80 em um abadá, ou em cerveja ruim na balada, ou em uma festa open bar… Tranquilo!

Meu ponto é que as pessoas que mais exercem essa censura intelectual têm acesso às mesmas coisas que eu, mas escolhem outro estilo de vida. Que pode ser até mais caro do que o meu, mas que não tem a pecha de coisa de gente arrogante.

O dicionário Aulete define a palavra “arrogância” da seguinte forma:

1. Ação ou resultado de atribui a si mesmo prerrogativa(s), direito(s), qualidade(s) etc.

2. Qualidade de arrogante, de quem se pretende superior ou melhor e o manifesta em atitudes de desprezo aos outros, de empáfia, de insolência etc.

3. Atitude, comportamento prepotente de quem se considera superior em relação aos outros; INSOLÊNCIA: “…e atirou-lhe com arrogância o troco sobre o balcão.” (José de Alencar, A viuvinha))

4. Ação desrespeitosa, que revela empáfia, insolência, desrespeito: Suas arrogâncias ultrapassam todo limite.

Pois bem. Ser arrogante é, então, atribuir-se qualidades que fazem com que você se ache superior aos outros. Mas a grande questão é que em nenhum momento coloco que meus interesses por línguas estrangeiras, viagens, design, gastronomia e cultura alternativa são mais relevantes do que outros. Ou pior: que me fazem alguém melhor que os outros. São os outros que se colocam abaixo de mim por não ter os mesmos interesses, tachar esses interesses de “coisa de grã-fino” (sim, ainda usam esse termo) e achar que vivem em um universo dos “pobres legais”, ainda que tenham o mesmo salário que eu. E o pior é que vivem, mesmo: no universo da pobreza de espírito.

Fonte: Ansia Mente

TRISTEZA,DEPRESSÃO OU MELANCOLIA? ENTENDA O QUE MUITAS PESSOAS SENTEM NO FIM DE MAIS UM ANO……

TRISTEZA,DEPRESSÃO OU MELANCOLIA? ENTENDA O QUE MUITAS PESSOAS SENTEM NO FIM DE MAIS UM ANO……

TRISTEZA,DEPRESSÃO OU MELANCOLIA? ENTENDA O QUE MUITAS PESSOAS SENTEM NO FIM DE MAIS UM ANO……

Nem todo mundo tem a oportunidade ou gosta de celebrar o Natal com a família reunida, em volta da mesa farta e com crianças correndo pela casa vestindo gorros de Papai Noel. Por outro lado, qualquer um, querendo ou não, se sente cercado pela data: nas redes sociais, no rádio, na televisão, nas conversas e pelas ruas decoradas e iluminadas.

Consumismo gera estresse generalizado e faz Natal perder o significado

Apesar do hábito de classificar como depressão a tristeza que muitos sentem nessa época, o sentimento não caracteriza, necessariamente, uma depressão, que é um quadro patológico. Sem encontrar sentido nas coisas que o circundam, o deprimido apresenta vários sintomas emocionais e físicos: sentimento de culpa sem razão aparente, falta de vontade de socialização, perda ou ganho de peso, distúrbios do sono, raciocínio lento, melancolia, perda de apetite, dores no corpo e na cabeça são alguns deles.

“Alguém está deprimido quando apresenta esta ‘baixa’ no humor por, no mínimo, duas semanas ininterruptas, passando por momentos de tristeza, irritabilidade e ausência completa de qualquer prazer”, afirma a psicóloga Juliana Teixeira .

“Quem fica efetivamente deprimido no final do ano é porque já carrega consigo um histórico parecido”, diz a especialista. O verdadeiro paciente clínico chega a acreditar que aquelas pessoas felizes com o gorro de Papai Noel, na televisão, é que deram certo na vida, enquanto ele é um fracassado.

O que representam as festas de final de ano?

Este é um período que simboliza encerramento, conclusão e, como todo fim, gera tristezas: “O que provoca essa sensação é uma mistura de melancolia com frustração, pela revisão do que se passou (ou teria de ter se passado) alegrias e as expectativas sobre o que virá com o ano novo.

Entenda, portanto, que estar triste é normal, e não um sinônimo de depressão (e que não ter vontade de participar do Natal não é raro). “É difícil pensar que alguém desenvolverá um quadro depressivo apenas em função das festas de fim de ano”.

Obrigação de celebrar

Pessoas presenteiam para estarem presentes na vida de quem os recebe. “Ter de presentear ou ir a festas só para obter reconhecimento social, numa determinada época do ano, é fator gerador de grande sensação de impotência, principalmente quando a pessoa não pode (porque não tem condições financeiras) ou não tem vontade de presentear. De forma geral, a obrigação de celebrar e comprar é o que causa raiva e angústia.

Mas, às vezes, o ano foi pesado e na hora da retrospectiva a tristeza surge. O pesar pela morte de um ente querido, a perda de um emprego, uma separação ou doença podem significar grandes mudanças na vida –uma realidade que não se consegue afastar, por mais feliz e próxima do ideal que seja a reunião familiar. “Tais fatos intensificam esse sentimento de tristeza e maior introspecção, comum nesta época.

Essa tristeza não deve ser escondida e não há motivo para prevenir a melancolia de final de ano. “Ela pode ser muito bem-vinda quando nos propicia momentos de reflexão sobre nossas escolhas que, normalmente, não temos em outras oportunidades cotidianas”.

 Depressão ou não?

Para Juliana Teixeira ..no final de ano ocorre um “curto-circuito”: “Ao mesmo tempo em que nos é passada a ideia de que o consumismo vai nos realizar como pessoas, nos completar e fazer um Natal mais feliz, somos também convocados a repensar nossas vidas; olhar para trás e ver que há vazios.

E o fato é que a vida de ninguém é perfeita. Logo, se nessa hora se instalar, por definitivo, uma depressão, o jeito será procurar ajuda médica para combatê-la. Também é recomendado que, paralelamente, a pessoa faça sessões de psicoterapia. Porém, se for apenas uma tristeza passageira, não se preocupe com ela. Ficar triste faz parte da vida e não há nada de patológico em não se identificar com as festas de final de ano.

Psicóloga – Juliana Teixeira – julianateixeira1998@gmail.com

QUER SABER COMO UMA PESSOA EXIBICIONISTA SE COMPORTA?

QUER SABER COMO UMA PESSOA EXIBICIONISTA SE COMPORTA?

*Diz se do EXIBIDO – Diz-se da pessoa que gosta de se mostrar; exibicionista.

A imensa maioria das pessoas tem um senso de valor próprio muito baixo,e de fato,sejamos honestos,não valem muito mesmo. Quase sempre vivem para si mesmas,querem e esperam que tudo lhes aconteça,sem dar nada em troca.Essa imensa maioria não faz nada de bom,talvez por um preguiçoso egocentrismo ou talvez por incompetência,ou por desinteresse,em suma,desconhecimento de que as coisas podem ser muito diferentes do que  realmente são!

Poucos se esforçam por construírem a si mesmos,mais todos querem ser valorizados,apreciados,prestigiados,sentindo se importantes!E na ânsia de se sentirem valorizados porém sucumbidos a própria nulidade existencial,acabam por usar de artifícios para serem apreciados pelos outros.

Cresça na vida produzindo valor para a sociedade e exiba se da maneira que seu dinheiro lhe permitir.Agora ficar se exibindo se forma artificial,sem um fundamento – $  – ou porque sem graça nem talento para a representação artística…….. soa  um tanto quanto estúpido!

Gente exibida e sem um mínimo de talento tem um quê de ladrões, que tiram dos outros o que não fizeram por merecer, no caso, nossa atenção.

Por Lia Melquíades

DIA DO PSICÓLOGO – Por Daniel Kazahaia

DIA DO PSICÓLOGO – Por Daniel Kazahaia

HOMENAGEM AOS PSICÓLOGOS

Por Daniel Kazahaya

Gostaria de poder falar um pouco sobre o que é ser Psicólogo, mas, já de início sinto que a missão será frustrada. De fato, jamais conseguiria generalizar e expressar a experiência de cada profissional ao mergulhar nas veredas deste fazer psicológico.

Vou compartilhar, então, um pouco daquilo que tenho vivido e que tenho visto por ai convivendo diariamente com algumas dezenas e centenas de psicólogos

Na “Crônica da Loucura”, divertidíssima, diga-se de passagem, Luís Fernando Veríssimo faz uma brincadeira com os psicólogos, dizendo que:

“Existem dois tipos de loucos. O louco propriamente dito e o que cuida do louco: o analista, o terapeuta, o psicólogo e o psiquiatra. Sim, somente um louco pode se dispor a ouvir a loucura de seis ou sete outros  loucos todos os dias, meses, anos. Se não era louco, ficou”

É comum também escutarmos essa brincadeira de amigos e colegas. “Psicólogo é tudo louco!”.

Talvez eles e o Veríssimo tenham um tanto de razão em dizer isto. Claro, antes devemos argumentar que se trata de uma “loucura” de outra qualidade, uma “loucura” boa por assim dizer. Mas então o que seria uma loucura boa e uma loucura ruim? Bom, se entrarmos nessa discussão vamos acabar nos perdendo por objetivos diferentes. E, só de entrar nesse papo da loucura, muitas pessoas já logo dizem:

“Nossa, que papo de louco!”.

E assim nos aproximamos mais da definição dessa “loucura” que seria intrínseca aos psicólogos. A “loucura” que leva a pessoas a pensar profundamente sobre estas coisas que podem ser “loucas” por serem muitos difíceis de falar, pensar, de aceitar, de viver ou mesmo de pôr em palavras.

Da minha parte, eu sei que tenho um tanto suficiente de experiências, de alegrias e de sofrimentos, que me mantém curioso sobre a vida, sobre o ser humano, e sobre o viver.

Estas experiências que me impulsionam constantemente para investigar isto que seria psicológico, ou seja, como é que o ser humano vive e se desenvolve, e como é que alguém supostamente poderia auxiliá-lo nesse viver. Creio que essa “loucura”, ou seja, essas experiências de vida que impulsionam o psicólogo a se debruçar sobre a arte do viver, deva ser realmente um fator essencial a estes profissionais.

A Psicologia é uma ciência muito nova. Não chega a ter 200 anos. Comparando com a física e a matemática que estão por ai já faz milhares de anos. Podemos dizer que a psicologia é uma jovem ciência que, no entanto, já se espalhou mundo afora.

A Psicologia também não é única, ela é um universo dentro dela mesmo. Existe uma variedade de “psicologias”. Existe a Psicanálise de Freud, o Behaviorismo de Skinner, o Psicodrama de Moreno, o Cognitivismo, a psicologia existencial, enfim. Uma grande variedade de ciências que poderíamos dizer “psicológicas” e outras que inclusive se dizem não “psicológica” como Psicanálise, mas que a senso comum acabam se tornando muito próximas.

Portanto, também existem psicólogos de todos os tipos. Então, generalizações sobre o profissional psicólogo acabam sendo imprecisas.

A própria Psicanálise apresenta uma série de vertentes que divergem em boa quantidade sobre a concepção de sujeito psíquico e sobre os objetivos terapêuticos. Temos a psicanálise freudiana, lacaniana, winnicottiana, enfim.

Uma característica importante do psicólogo é, com certeza, a persistência. Sim, os desafios para se formar terapeuta são inúmeros. Vejamos Freud, por exemplo, ao iniciar seus estudos sobre as histerias descobriu uma série de fatores que as pessoas da época resistiam fortemente em aceitar. A principal delas poderíamos dizer que foi a sexualidade humana e sua importância na formação dos sintomas neuróticos. Até então, os profissionais de saúde da época jamais relacionariam distúrbios psíquicos com sexualidade e numa sociedade extremamente conservadora como naqueles tempos, alguém afirmar algo dessa ordem era fazer como Copérnico ao expor sua teoria do Heliocentrismo. Copérnico “arriscou a pele” para defender sua teoria de que era Sol que estava no centro do universo e não a Terra.

Freud, do mesmo modo, pagou um grande preço por afirmar o papel da sexualidade que estaria presente desde sempre, inclusive nas crianças.

A persistência, portanto, sempre foi uma característica importante da curiosidade psicológica. A persistência e as teorias de Freud acabaram provando sua validade e eficácia clínica, hoje muitos filósofos e cientistas consideram sua teoria como uma das três grandes revoluções de pensamento da humanidade ao lado da teoria já citada do Heliocentrismo de Copérnico e da teoria da evolução das espécies de Darwin.

Na atualidade, é preciso uma persistência enorme para manter, ao mesmo tempo, aquilo que sustenta a prática clínica que é chamado de tripé psicanalítico: a análise pessoal do terapeuta, supervisão de casos e estudo teórico. É justamente por essa persistência que o Psicólogo é um dos profissionais que mais de reciclam profissionalmente.

Quando o psicólogo se forma na graduação ele logo descobre que aprendeu muito na faculdade e ao mesmo não sabe muita coisa. Ele aprendeu de um modo geral sobre as várias escolas de psicologia, mas nenhuma em profundidade. Ele, então, percebe a enrascada na qual entrou. Estudou 5 anos para ser apenas um iniciante!

Eu ainda escuto esse tipo de coisa mesmo depois de 5 ou 6 anos de formado.

“Calma, você está iniciando sua carreira. Ainda tem um longo caminho pela frente”.

Tudo bem posso entender que demora um longo tempo. Mas espera aí, faz 10 anos que estudo isso o dia inteiro e ainda sou um iniciante?

Pois é, veja o tamanho da persistência que o Psicólogo tem que ter.

Na prática clínica o testemunho da intimidade das vidas das pessoas que depositam tamanha confiança nos psicólogos é a grande gratificação. Realmente é fantástico vivenciar a melhora de um paciente que sofria tanto antes de procurar ajuda. Por outro lado a profissão é muito solitária, o psicólogo não tem platéia. Muitas vezes o paciente precisar resolver certas situações de suas vidas “brigando” com o terapeuta, o que Freud chamou de transferência negativa. Às vezes passamos muito tempo servindo de alvo para os “inimigos” do paciente, por assim dizer.

Por fim, tem outro lado de que muitas pessoas acham que psicólogo é uma pessoa muito equilibrada, que não tem problemas, sabe ponderar e tem algo como uma sabedoria sobre os dilemas da vida. Não sei se isto realmente acontece, mas acredito que em grande parte pode até ser.

A vida tem suas dificuldades, e tudo mundo tem problemas. Inclusive a definição de saúde sempre está implicada em doença, pois saúde sem doença é sintoma.

Mas acredito que diante dessa longa jornada que é a formação do psicólogo, mais o testemunho e o atendimento de inúmeros pacientes, levam o profissional a ter uma boa noção do viver e do desenvolvimento humano.

Talvez a grande mensagem da terapia seja um dia conseguir ter a capacidade de sentir o Ser. Algo como:

“Eu sou assim. Gosto de ser assim e reconheço meus minhas dificuldades. Consigo manter uma vida criativa frente ao mundo e as pessoas. Me sinto e sou responsável pelas minhas atitudes na atividade e na passividade e, em parte, pelo mundo que me circula”

E quando vemos que nossos pacientes conseguiram alcançar algo assim em suas vidas, que podem retomar ou recriar seus caminhos diante de todo o sofrimento que carregavam, bom, então esse é o verdadeiro “Dia do Psicólogo!”

Por Daniel Kazahaia – Psicólogo -http://www.psicoanalise.org/